A questão do tempo é crucial. Tanto para a realização da reportagem quanto para a experiência que o jornalista deve acumular. Não recomendo a jovens jornalistas partir para essa área, tão fascinante para os iniciantes, sem maturidade ou sem uma "retaguarda": boas fontes, consulta a especialistas, muita checagem. A tentativa individual de grandes "furos", sob pressão do tempo, pode levar a experiências frustrantes. Fazer jornalismo investigativo requer qualificação dos repórteres, experiência e, principalmente, disposição dos veículos para enfrentar processos e pressões. Isso custa caro. É preciso investir em apurações demoradas, que têm custos elevados. O repórter deve ter uma retaguarda jurídica, para trabalhar com segurança e tranquilidade.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Reportagem investigativa é coisa séria
Da entrevista do repórter da Folha, Frederico Vasconcelos, um dos mais respeitados e zelosos repórteres investigativos do país, concedida ao Portal Imprensa:
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