Recomendo a todos, principalmente futuros repórteres, a leitura do caderno Mais da Folha de hoje. A matéria de capa é sobre o debate -- na forma de troca de emails -- entre Steven Johnson e Paul Starr a respeito do futuro do jornalismo. A íntegra do material foi disponibilizada online (o original foi publicado na revista Prospect).A discussão é interessante porque sintetiza dois pontos de vistas bem demarcados entre os apocalípticos, que acreditam que o fim dos impresso acarretará no fim do jornalismo independente e analítico (ponto de vista que compartilho, caso interesse a alguém), e os integrados, que acham que a internet vai prover um novo jornalismo, mais dinâmico, livre e pluralista.
Steven Johnson, um dos teóricos das novas mídias mais influentes, é o "integrado" da história. O sociólogo Paul Starr, que tem escrito artigos sobre a questão, o "apocalíptico". Pode parecer meio cafona e simplista distinguir assim as ideias, mas peco pelo didatismo para aproximar os estudantes do assunto, que tem a ver com o futuro da profissão.
Mito
Meu parecer é o seguinte: são óbvios os benefícios trazidos pela intenet, em termos de divulgação de dados públicos, novas ferramentas de investigação e recursos narrativos, além da maior interatividade que aproxima os profissionais dos leitores. Mas achar que só porque um cidadão abre um blog ele já está fazendo jornalismo e, mais do que isso, que o maior volume de informações significa mais conhecimento e engajamento político, é um dos mitos mais recorrentes na rede.
Boa leitura!
Foto: Flickr.




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