quinta-feira, 14 de maio de 2009

Batman, 70

Não sei bem como foi que aconteceu. Lembro da minha mãe voltando das lojas Americanas trazendo um pacote com revistas encalhadas da Ebal. Não sei se fui mais feliz na minha vida do que naquele momento, mas com certeza foi o melhor presente que ganhei.

Como dizia, não estou certo de que foi a primeira vez que tive contato com HQs. Elas parecem ter sido sempre parte de mim.

Quando adquiri um pouco mais de autonomia, sabe qual a foi a primeira coisa que fiz? Banca de jornal. Até hoje, aliás, adoro uma banca de jornal (será por isso que virei jornalista? Sei lá).

Mas desde o começo o Batman estava lá. Nos gibis, na TV (naquele seriado clássico com o Batman barrigudo e o Robin falando "santa isso, santa aquilo") e nos maravilhosos batmóveis que vendiam na época. Um desses batcarros sobreviveu ao tempo e foi herdado pelo Lucas, que se encarregou de "dar pt" no troço.

Na segunda metade dos anos 80, surgiu o "Cavaleiro das Trevas" de Frank Miller, um Batman selvagem, bem a calhar para um garoto cheio de hormônios que ouvia punk rock e se dizia anarquista. É da mesma safra "Watchmen", do titio Moore. E depois disso todos aqueles quadrinhos dos anos 70 ficaram muito infantis... fuck!

Então é por isso que "ele" esteve sempre presente.

E o que menos importa nessa história é aquele papo do órfão milionário cujos pais são assassinados e que, a partir de então, dedica sua fortuna e tempo a um treinamento insano para se vestir de morcego e espancar punguistas à noite.

Hã-hã. Essa é somente a senha. Ou melhor, as regras do jogo.

Batman é, essencialmente, um canal de comunicação com o mito. É disso que os heróis são feitos.

Parabéns, velho morcego!

2 comentários:

Francisco disse...

Vai parecer baba-ovismo, mas o primeiro gibi q vi na vida tb foi do Batman. No meu caso, foi em torno de 1991-92 (sei lá). Tanto q é o único super herói q consegui ainda levar a sério (acho o Super -homem e o Homem-aranha, por exemplo, mto infantil).

Na rodoviária do Guarujá. Minha mãe estava voltando de Sampa, e meu irmão (acho, não lembro), q já estava começando a aprender a ler, pediu (ou foi a minha mãe q comprou, não sei) um gibi do morcego.

Não conseguimos ler, mas gostamos dos desenhos. Nunca fui superligado aos gibis: o máximo foram três anos de assinatura da Turma da Mônica, os mais engraçados q li (sonhava até em virar desenhista, tanto q minha mãe comprou alguns livros sobre desenhar HQs e Cartuns, q tenho até hoje). Na minha época, torrávamos dinheiro mesmo era em fliperamas, games etc.

Muito bom post, valeu. Ah, estou com site, definitivo agora:
www.franciscoprado.com.br

T+!

Mayumi Kitamura disse...

Aprendi a ler com Turma da Mônica e uns gibis de Tom & Jerry...
Porém, minha paixão é pelos mangás (as histórias em quadrinhos em estilo japonês). Babo por aqueles detalhes, as retículas escolhidas, hachuras... a mudança de plano... e lógico, os roteiros.
Lembro quando uma editora lançou um gibi de Sailor Moon... mas era uma coisa tosca. Pegavam cenas (como print screen) do animê e colocavam balões de fala.
Mais tarde, o primeiro mangá que li foi de Card Captor Sakura... depois disso passei para outros títulos...
Enfim, o que não pude deixar de reparar foi a frase: "Batman é, essencialmente, um canal de comunicação com o mito. É disso que os heróis são feitos."
Meu deus, Campbell me deixa doida... já leu "O Herói de Mil Faces"?
Talvez nas HQs em estilo americano essa questão do mito/herói não seja tão evidente quanto nos mangás, em que os heróis me parecem mais... humanos. Podemos perceber melhor a trajetória que o herói percorreu, abrindo o caminho para nós... nos ensinando a viver - de uma forma ou de outra de passar a mensagem desejada.
Bom, acho que ficou um comentário meio confuso, mas preciso voltar aos mitos do TCC...
bjs