Numa entrevista recente publicada em vídeo no Estadão, o escritor e jornalista Gay Talese meteu as mãos no bolso do paletó e puxou papéis cartonados, daqueles que vem dentro de camisas sociais, para mostrar o que usa para fazer anotações, quase sempre após as entrevistas. Depois repassa tudo para sua máquina de escrever elétrica.Vida de Escritor (Companhia das Letras, R$ 59), recém lançado no Brasil, é menos uma biografia do que uma lição de como bom jornalismo que se faz com histórias bem contadas, insistências e derrotas. Seja com canetas ou computadores.
Já O Livro dos Insultos (Companhia das Letras [reedição], R$ 46), traduzido por Ruy Castro, é uma coletânia de aforismos bem humorados e nada convencionais do jornalista americano Henry-Louis Mencken (1880-1956), que influenciou figuras como Paulo Francis. Divertidíssimo.




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