segunda-feira, 15 de março de 2010

Status quo

Conceitos são como fôrmas. Não adianta querer enfiar uma peça quadrada num buraco redondo. O projeto de reforma do Estadão é um exemplo de como um bom conceito funciona.

No começo dos anos 1990, Pierre Lévy foi feliz em falar de inteligência coletiva para descrever o modo como a internet alterava modos de conhecimento e sociabilidade. Na época, Lévy contrastava com pensadores apocalípticos que pensavam em dualismos e realidades antagônicas, como real e virtual.

Alguns anos atrás, pesquisadores começaram a usar o termo convergência para superar falsas questões que opunham meios de comunicação tradicionais e novas tecnologias. Pegou. Henry Jenkins foi atrás da ideia e lançou Cultura da Convergência.

Em jornalismo, convergência é o que o Estadão está fazendo: jornal como produto híbrido (impresso/ digital); redações integradas; notícia produzida e distribuída em múltiplas plataformas; abertura para redes sociais; análise e contexto no impresso, hard news no online; e etc. Temos falado dessas coisas há pelo menos dois anos. Hoje parece casuísmo, mas colocar isso em prática dá muito trabalho.

É a escola do titio McLuhan.

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